Aprender com os erros

Agora que o Manel está a chegar àquela fase em que os miúdos já ficam bem sozinhos nas festas de aniversário, já vão à casa de banho sozinhos, já sabem pedir água se tiverem sede ou outra coisa qualquer de que precisem, já sabem que os pais não estão mas voltam (a minha Júlia ainda era capaz de ficar em pranto!) e até se comportam melhor se nós não estivermos, vou aqui reter umas notas para memória futura:

 

1. Não verás os convites para festas de anos como ofertas de babysitting grátis. 

Eu percebo. Há quem esteja ansioso por esta fase. Quanto não vale um par de horas sem as crias aos gritos e com solicitações? Quanto não dávamos por um bocadinho, só um bocadinho pequenino, em que podemos estar, só estar!, sem fazer nada? Ainda assim, trata-se de festas de anos. Aglomerados de pequenas pessoas com o instinto para o disparate na sua fase mais aguçada. A sério que viras costas tranquilamente e deixas o teu filho à mercê de riscos vários e à responsabilidade de terceiros, muitas vezes pessoas que só conheces de fugida da escola? Já nem falo de treparem a móveis e largarem-se de lá de cima e partirem as costas; imagina uma simples vontade de fazer cocó. A sério que não te importas que o teu filho fique a prender só por vergonha de pedir a quem não conhece para lhe limpar o rabo? Continuar a ler

Os irmãos Linus

Uma das coisas mais divertidas que há às sete da manhã (e só se uma pessoa tiver dormido alguma coisa, porque se a noite foi má, não se encontra aqui gracinha nenhuma!):

aperceber-me pelas babycams de que eles acordaram, ver as movimentações deles, já tão irmãos e cúmplices, um a esperar que o outro se desembarace dos lençóis, ouvi-los combinar “vamos qua’to pais, Manéle, vamos?” (ela, a desafiadora!) e, finalmente, cereja no topo do bolo, vê-los entrar quarto adentro em escadinha, ela mais baixa mas líder e ele mais alto e protetor, todos despenteados (ela, então, sem laço naqueles cachos desgovernados, aparece sempre a tentrar ver por entre as mechas da franja, meio vesga) … e trazem, cada um, a sua almofada debaixo do braço, como quem vai de mudança! 😄

Enfiam-se na minha cama sem falarem, como se estivesse tudo assim planeado desde sempre e estivéssemos só todos a fazer cada um o seu papel! Nem “bom dia”, nem “mamã, podemos?”, nada. Donos e senhores do pedaço. E as almofadas, claramente instrumentos de demarcação de território  😄

La reina

O que eu gosto desta mulher não tem uma explicação. Fico embevecida a olhar para aquele revirar de “caderas” (e só mexe mesmo a anca, o resto imóvel!), a querer saber fazer aquilo com aquela mestria. Mas depois o vídeo acaba e eu encolho os ombros, eh. Também, pra quê? Pró Plateau?! Lá vai o tempo do ‘whenever, wherever’ na Kapital em que eu até tinha idade pra isso… Mas, espera. EU SOU MÃE DE 3, POR DEUS, mas qual Plateau, sequer?!! Ahahahahahah. Ridícula.

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