Castanhas

Entro o ano e acabo o ano a pensar nelas! ADOOOOOORO! Fico cheia de puns e a sentir-me como se tivesse comido cimento, mas eu qué’ lá saber!

  Vão aqui três dúzias delas, cheia de boas intenções, para lhes dar a provar e proporcionar uma experiência nova, etc, etc, ronhonhó, ronhonhó. Mas confesso que vou aqui no caminho só a pensar em escondê-las todas só pra mim. 

Fome

Ora, portanto, ‘xa cá ver se eu percebo isto: a pessoa tem fome, né? Se for como eu, chega ali àquela hora entre o chegar a casa e o jantar, e nem vê nada que se meta entre si e uma torradinha aparada com a manteiga a derreter. No caso da minha filha, costumo chamar-lhe a “hora Pavlov” ou “hora da bolacha”, que, mal entra em casa, põe-se logo a querer ver-se livre das mangas do casaco e, de bracinhos no ar e em bicos de pés, urra “bá, bá, BÁÁ” (“bolacha”), a salivar de olhos vidrados no pacote de Maria sempre aberto no cesto do pão.

A pessoa tem fome mas decide que não vai comer. Ok. Também já fiz isso algumas vezes. Chama-se dieta.  Continuar a ler

Em Inglês

Um dos truques da disciplina positiva que eu gosto de aplicar é o da partilha de experiências com o intuito de lhes mostrar que lhes dou atenção, que valorizo o que dizem e fazem e que os escuto. Então, em vez de perguntar “o que fizeste hoje?” (cuja resposta mais provável seria “não sei”), conto-lhe primeiro o que eu fiz e digo “olha, Manel, sabes o que a mamã fez hoje? Continuar a ler

Vamos casar.

Eu e o pai aos beijinhos e o Manel ali ao lado, colado, a ver muito atento. Ato contínuo, pumba, prega um beijo nos lábios ao pai e outro a mim e depois diz:

– oh mãe, tu qués casá comigo?

– oh meu filho!, é o que eu mais quero!

– eu também caso!

😃

Quem me conhece já me ouviu dizer mil vezes que não há cá namoros, o meu filho vai casar com a mamã. Esta conversa do Manel é o corolário da educação que lhe estou a dar, portanto! Estou feliz. Vou começar os preparativos.