a crescer?

…é impressão minha ou são 17h45 e ainda há uma ligeira luz do sol lá fora? (janeiro)

:)

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É isto que temos?

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O debate de ontem não foi um debate, foi uma espécie de concurso televisivo dos anos 80 em que a cada candidato eram atiradas perguntas com mais ou menos (muitas vezes com nenhum) nexo e cada um respondia o que bem entendia, não necessariamente à pergunta colocada. A sério, estava como que absorta a olhar para aquilo e só me lembrava dos concursos de misses, em que há um apresentador desconhecido que faz perguntas tontas a cada uma das finalistas e elas, muito sorridentes, se limitam a debitar as respostas previamente estudadas e decoradas. Continuar a ler

Paris

Ultrapassada a barreira inicial do “ok,-é-desta-que-os-miúdos-dormem-nos-avós-mais-do-que-uma-noite” e a barreira seguinte do “serei-eu-capaz-de-me-posicionar-por-mais-de-2h-tão-longe-deles-que-implique-um-avião?”, decidimos que íamos a Paris. Se ficássemos pelo “vá para fora cá dentro”, de certeza que havíamos de ir por menos tempo para não os deixar três noites. Assim, pumbas, avião connosco. E porquê Paris? Porque também não queria abusar e, para primeira vez, preferia um voo direto e curtinho (não fosse o diabo tecê-las…). Também preferia um destino que não conhecesse ainda, já agora. O que é difícil de encontrar aqui a um pulinho de distância porque tenho a sorte de já ter ido a muito lado por esta Europa fora. E até era o caso de Paris, onde tanto eu como o M. já tínhamos ido várias vezes em trabalho. Mas, lá está, em trabalho, nunca em lazer. Tínhamos os dois a mesma sensação de que já lá tínhamos ido sem nunca ter realmente “estado”, tanto eu como ele tínhamos feito aquela coisa de, no fim de uma reunião ou numa hora de almoço, nos metermos no metro, ter ido até ao sopé da torre, ter tirado a foto, e ter vindo embora de novo para a sala de reunião. Eu lembro-me de ter ido à Notre Dame, de ter andado pela “ponte dos cadeados” e jantado em Saint-Michel com um colega espanhol à beira da reforma mais baixo que eu aí uns dois palmos, olha vê tu o romance que imprimi à minha primeira impressão sobre um dos bairros mais carismáticos de Paris! :) Portanto, tendo os dois a mesma sensação de que nos faltava dar uma segunda oportunidade a Paris para que pudessemos ver o que toda a gente vê na Cidade Luz e porque é que lhe chamam a Cidade do Amor, estando mesmo aqui a um voo direto de 2h e pouco de distância, era quase a escolha óbvia.

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Já sei o que me chateia no Natal.

Estou numa daquelas idas ao cebeleireiro que tardam uma manhã inteira. Já consumi as revistas de fofocas todas, já estou quase a ir prá Cristina! Mas entre os números atrasados das fofocas que se amontoam, dei comigo a desfolhar páginas e páginas de publicidade em tons de encarnado ou dourado, muito floco de neve, nas entrevistas, toda a gente aperaltada e brilhante a dizer clichés como “o importante é estar com a família” mas um cenário faustoso atrás e dei por mim a pensar “ainda bem que já acabou”.

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