Coelhos 15 – birras 0

Tenho andado a passar um bocado ao lado da parentalidade positiva nos últimos tempos. Tenho sido muito menos tolerante, tenho-me ouvido gritar muito mais do que me permito, tenho, até, dito e feito coisas que apregoo que não faço nem digo. Tenho-me arrependido muito nestes últimos tempos e o que eu mais queria era, em vez de me arrepender, poder voltar atrás, respirar, procurar estratégias e poder repetir algumas cenas da vida familiar corrigindo a minha reação. Mas não dá, né? :/ e depois irrito-me por me sentir a falhar e, irritada que estou, menos claramente vejo e volto a gritar ou a desesperar e a irritar-me ainda mais com ele e comigo, enfim, a chamada pescadinha de rabo na boca. Continuar a ler

Primeiras!!

A Marta Moura é oficialmente a primeira leitora da toca! É a primeira que me lê e me comenta sem ser porque me conhece e é minha amiga. (Sem desconsideração para os meus amigos, com certeza, o que seria de mim sem eles? Mas é diferente, é outra categoria.)

Querida Marta, sei que sabes que sensação é esta a de receber o primeiro comentário de alguém que não se conhece. Estou aos saltinhos. Muito obrigada. Trouxeste-me felicidade. 😊

E a responsabilidade acrescida de quem agora sabe que isto é mesmo a valer, não é só uma toca de amigos, os leitores andam mesmo out there… Chega a ser assustador!! Mas em bom.

Obrigada! Um beijinho.

Clohé

Fez seis anos outro dia que tudo começou, entre outras, com uma tirada de engate do tipo perfume. Não estás a perceber o que te estou a dizer, pois não? Mas eu estou a rir-me imenso ao lembrar-me daquelas conversas de flirt que envolvem adivinhar o perfume do outro, estás a ver? 😊 Piroso, né? Pois é, mas também é disso que se faz a vida! De certeza que hoje em dia isto já não existe – já naquele momento a coisa me pareceu um bocado juvenil e outdated – mas é tão inocente e tão eficaz ao mesmo tempo, que é uma grande pena se já não houver ninguém a abordar ninguém pelo perfume.

Eu disse “cheiras bem!” (porque cheirava mesmo. Não era engate.😄 ’tá bem, era. 😄) Ele respondeu-me o que estava a usar e a mim soou-me a cagarola. E disse-lho. Envergonhou-se, riu-se nervoso, eu também. Quis sair dali airosamente e adivinhar o meu perfume. Mas não pôde. Não era nada mainstream, nada de massas. Gosto de pensar que também ali marquei a diferença 😉 Desde aí, fez agora seis anos, meia dúzia deles, senhores!, vê o mesmo frasquinho, todos os dias, ali ao lado do lavatório.

Então não é que agora lhe pedi para mo comprar, que se tinha acabado, e ele me liga a perguntar “qual é, lembra-me lá?!” 🙆 GGRRRR… Significa isto que ficou impressionado mas não para sempre?! Grande desgraçado!… Estou a pontos de o obrigar a levar-me aos mesmos sítios de há seis anos e a reproduzir fielmente cada diálogo, cada gesto, a ver se ainda dá o mesmo nervoso miudinho, sob pena de lhe dar um banho de Clohé, DE CLOHÉ, OK??! Mau.