À minha frente ninguém diz mal do SNS!

Cinco da tarde desta sexta feira, toca-me o telemóvel. “Estou sim? É a mãe do Frederico? O meu nome é Fulana de Tal, sou enfermeira da Unidade de Saúde Pública e vinha confirmar que o Frederico esteve no serviço de urgência pediátrica do hospital X no passado dia tantos do tal? É que nesse dia também lá esteve outra criança com sarampo e, como o Frederico ainda só tem seis meses e não tem a vacina, deve dirigir-se à unidade de saúde familiar Y [a nossa USF, onde está a nossa médica de família] e às minhas colegas de lá, que a esta altura já conhecem o protocolo recomendado e “estarão à vossa espera” para vacinar o Frederico já, antes dos 12 meses, para o acautelar do surto de sarampo que está declarado em Portugal, uma vez que ele poderá ter estado em contacto com a doença.”

Eu: 😯

E continua ela: “Mais uma coisa: naquele dia quem acompanhou o Frederico ao hospital?”  Continuar a ler

Alerta Síria 

Pronto. Começou. Os EUA lançaram mísseis sobre uma base aérea síria que é vital para o controlo de Damasco, retaliação pelo uso de armas químicas no início desta semana. É uma viragem abrupta na política externa norte-americana (Obama ameaçou fazê-lo perante o mesmo tipo de ataques químicos mas nunca ousou; portanto este é o primeiro ataque direto dos EUA em solo sírio) e é sem dúvida uma tomada de posição do Presidente Trump que, com esta decisão surpreendente (ou não, que ele sempre disse que tem tolerância zero a terroristas), reforça a sua credibilidade tanto a nível externo como interno. Estou a ver os líderes políticos, opinion-makers, jornalistas e conselheiros a darem um passo atrás sem conseguirem segurar o queixo num “wow…did he really…?!”  Continuar a ler

Já estou como o Trump: se não está nas redes sociais não existiu.

O meu feed de notícias do facebook não me dá nem uma publicação sobre São Petersburgo. Das duas, uma: ou eu só me dou com gente alienada das notícias do mundo em que vivemos e que está mais preocupada em mostrar o que comeu, com quem esteve e quanto correu, ou o algoritmo (ou lá o que é) do facebook é que só me dá lixo com base nos meus page views, o que não abona muito a meu favor. Não sei qual será pior.

Juliês

Quando o Manel tinha um ano e tal, a educadora dele pediu que compilássemos as palavras que ele já dizia e as registássemos exatamente como ele as dizia. No fim desse ano pudemos perceber a evolução – que é muita, naquela idade, é quando desabrocham as palavras todas! Foi muito giro.

Lembrada disso e consciente de que estes primeiros anos passam à velocidade da luz e que há coisas que vamos esquecer (ainda não acho possível ter-me esquecido do “Sussuca”), resolvi registar aqui as coisas que a Júlia diz. Até porque já lhe noto aquele esforço de se autocorrigir (ex: faz muita força para dizer o “g” de “água” e não se ficar pelo “áua”, e quando ainda lhe sai, repete, para dizer com o “g”). Então temos: Continuar a ler