A mãe a brincar às bonecas

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Tenho as mudas do Frederico escolhidas, iêêêêiiiii! Às quase 38 semanas, hein?, cúmulo da descontração/confiança/fé/risco/irresponsabilidade! Fiz conjuntos e pus bodies suplentes, não vá ser preciso uma manga curta em vez de comprida ou vice versa, não vá ele vir grande, a vestir 1m, ou pequenino, a caber nos tamanhos zero e ainda assim de mangas enroladas.

(Piqueno parêntesis: Continuar a ler

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Tenho saudades deles

Ja estou muito incapaz há muito tempo. Incapaz de tudo, de um simples chamar para a mesa num tom mais alto que o da brincadeira deles porque se me contrai a barriga e parece que sinto a pele estalar e o filho a querer nascer. Incapaz de ajeitá-los na cadeira, ou de lhes calçar o sapato, ou de vigiar uma brincadeira de exterior porque tudo isso me implica debruçada ou com capacidade de reação rápida que não consigo ter, fruto da força abdominal que não posso fazer ou das dores em todo o lado que não me deixam encontrar posição por mais de uns minutos. Dormir, esquece. Dar-lhes banho, idem. Deixá-los na escola ainda vou mas buscá-los, que era o meu maior privilégio nestes tempos em casa, também já só vou se não tiver quem vá por mim porque, ao fim do dia, já não tenho a energia da manhã e já eles, cansados, estão menos colaborantes ainda.

E isto deixa-me triste. Só me apetece chorar por tudo e por nada. Continuar a ler

Banda sonora

Quando estava grávida do Manel, passava o Anda Comigo Ver os Aviões dos Azeitonas quase em loop nas rádios e aquela balada emocionava-me. A letra é meia poucochinha, não é? Mas a música deu um lullaby perfeito! Passei a gravidez toda a cantar-lha, acalmava-o assim e ainda hoje, se calha cantar para adormecerem, pedem “a dos aviões, mamã!” No refrão troco “mulher” por “Manel” e assim parece mesmo que foi feita para ele. E foi. Cá pra mim, foi.

Manel” tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti. E que eu morra aqui, se um dia eu não te levo à lua, nem que eu roube a lua só pra ti.

Anda Comigo Ver Os Aviões, Os Azeitonas

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A importância da comunicação 

Esta coisa de ir ter um filho, correndo tudo bem, clinicamente falando, tem que ser o mais emocional, humano, familiar e próximo do que mais faz sentido para a família possível. Não faz sentido de outra maneira.

Há quem queira parir em casa ou dentro de água e se vá informar para que assim seja. Há quem faça questão de levar a sua própria banda sonora em vez de levar com a música que alguém escolhe por si. Há quem peça a bola de Pilates e quem nem sequer saiba que está provado que parir um filho deitada é a pior posição possível para mãe e bebe e só tem benefício para os clínicos. Há quem fique a ver os filhos serem levados sem fazer o pele a pele só por vergonha de falar ou para não incomodar as equipas. Há quem faça questão de cortar o cordão umbilical e quem dê importância a outras coisas. Há quem tenha todas as certezas do mundo sobre o que quer e não quer e há quem mude de ideias (e pode!)… É para isso que servem, por exemplo Continuar a ler